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Discussão sobre fotos de aves em cativeiro e introduzidas

Como o WikiAves deve tratar fotos de aves em cativeiro e de aves introduzidas em outros habitats? Dê a sua opinião!

Discussion

Jean Loprete 3, 2010/01/14 16:26

bloqueia a foto,e se a pessoa que mandou mandar uma nivamente exclua essa pessoa.

Fernando Araujo, 2009/12/21 18:29

Olha eu de novo nessa discurssão,concordo plenamente em questão de aves introduzidas não serem aceitas.pq?não são aves daquele habitat ou ate msm não se procriam ali,e enquanto a cativeiro não acho valido pq e muito facil ir em um zoo ou um parque e fotografar aves que não são da região tbm.mas peço muito carinho antes de bloquea-las pois as vezes não seja aves introduzidas e muito menos de cativeiro,então e bom saber um pouco do autor daquela foto que pareça ser de ave introduzida ou de cativeiro antes de bloquea-la, ah muitas especies que estão imigrando para outras regiões q não são de origens devido a degradação de seu habitat e outros motivos tbm,vamos ter um pouquinho de bom senso sobre isso ouvir os autores dessa fotos antes de bloquea-las,digo isso pq ja aconteceu comigo uma situação assim e ja vi tbm outros comentarios a respeito,so peço que não me interplete mal.ahh tanto que bloquearam minha foto e depois de um questionamento e de me explicar o motivo aceitaram a publicação da foto.e garanto se não fosse convicente no meu questionamento não teria aceitado a publicação.então vamos escutar e esclarecer as fotos que supostamente que podem ser bloqueada sem antes ouvir o autor da foto.

                                        Grato por esse espaço aqui que podemos 

expor as nossas discurssões.

Haroldo Junior, 2009/12/21 09:49

Ola pessoal, hoje fiquei com uma dúvida. Um conhececido meu tem um Melro macho com 10 anos de cativeiro, e nessa semana ele colocou um ovo. Isso é possível? Já viram isso? Ele tem caracteristicas de macho. Interior do Bico Preto, e canta muito. Será que não é uma fêmea com caracteristicas de macho?

Fabiano Guimaraes, 2009/11/17 20:05

Pouco se sabe sobre as aves do Brasil.Nos com certeza somos quem mais as conhecem.No entanto a união destes conhecimentos está trazendo novidades nesta área principalmente na distribuiçao geográfica das espécies.Esta semana ao adicionar um Arapaçu beija flor em Cataguases o site colocou um pontinho avisando que foi o primeiro encontrado nesta região.Com isso se uma pessoa mandar fotos de aves de cativeiro vai aparecer Arpia no centro de Belo Horizonte, e os dados deixam de ser confiáveis.Posso dizer que muitos parques introduzem Pato do Mato em suas belas lagoas assim como garças raras apreendidas pelo Ibama, fazem com que perca a credibilidade dos dados.Quem sabe poderia ter uma discriminação para tais aves e desconsiderando-as das estatisticas.

Dimas Rocha, 2010/07/25 20:13

Reinaldo, boa noite outro dia um colega aqui teve uma mídia bloqueada em que aparecia um cardeal amarelo (G. cristata), a foto foi feita em camboriú e portanto fora da área de ocorrência da sp. Hj vi uma foto de um pintor-verdadeiro (Tangara fastuosa)no site confotme link: http://www.wikiaves.com.br/foto.php?f=170930&p=13&

A dúvida é se estas mídias realmente devem ser bloqueadas ou se identificadas como ave procedente de soltura?

Reinaldo Guedes, 2009/08/26 23:47

Senhores, em muitos casos nós moderadores lamentamos por ter que bloquear/reprovar certas fotos, nem todas as fotos são de aves em cativeiro, sabemos, porém o WikiAves é um site aberto onde pessoas de todo o Brasil e do mundo podem acessar o conteúdo, que na maioria das vezes é encantador. Por isto, devemos ter cuidado com o que o WikiAves mostra para o mundo e isto inclui a qualidade da informação que é incluída nele. No caso das aves presas, seja por ignorância ou compaixão, as fotos têm as mesmas características visuais e aprovar umas e não outras é perigoso. Pessoas leigas que acessam o site podem não atentar às descrições e entenderem que prender aves é normal, principalmente se forem crianças. Outro aspecto que se refere à qualidade da informação é o registro de ocorrência para a espécie. Muitas vezes as aves são levadas para bem longe de onde foram capturadas/coletadas para serem tratadas.
Mas o tópico “Fotos de aves em cativeiro” está encerrado, agora temos uma polêmica um pouco mais complexa, referente às “fotos de aves capturadas em redes de neblina/fotos de aves na mão”. Gostaria de convidar os amigos a participar.

http://www.wikiaves.com.br/wikiaves:discussao:aves_na_mao

Abraços!

Reni Santos, 2009/08/26 18:58

Sou totalmente contra fotos de aves em cativeiros, não importando se ela está ou não ameaçada de extinção. O fato é que existem muitas aves capturadas do seu habitat natural e jogadas em uma gaiola aonde mal conseguem pular de um lado para outro. Conheço pessoas que se dizem criadores legalizados, mas muitas das vezes já vi colocando gaiolas com arapucas para capturar outras aves.

Marco Guedes, 2010/04/29 10:01

Oi Walther, embora tardiamente, muito legal o seu trabalho, parabéns! Precisamos de mais gente com tempo e disposição para fazer algo semelhante. Quanto às fotos serem publicadas ou não, acho que tem que valer a diretriz do site, que é genérica e tem uma meta mais ampla. Sempre irão existir casos excepcionais como o seu, que devem ser considerados individualmente e ter, então, a decisão final respeitada. É o que penso, nós somos participantes que são aceitos respeitando as regras do jogo como foram definidas pelos organizadores.

Walther Grube, 2009/08/11 23:52

Gente, três fotos minhas foram bloqueadas… Ok, concordo que aves em cativeiro não valem, mas essas eu postei por terem sido resgatadas por mim (ou outras pessoas) e soltas. No caso de um jovem tangará macho, mantive-o aquecido até ele se recuperar do estado de choque, se o deixasse por conta própria certamente morreria. Em pouco tempo, pude soltá-lo. Não sem levar um baita susto do piado que ele deu. he he Um pingüim que foi resgatado no litoral paranaense acabou indo parar longe do mar para tratamento. Eu quis mostrar um trabalho legal do CETAS de Tijucas do Sul aonde centenas de aves são resgatadas e reintroduzidas na natureza. Aves essas que são apreendidas pela polícia ambiental, abandonadas, ou resgatadas por pessoas que se preocupam e amam esses bichos. Nenhuma das aves que tenha condições permanece em cativeiro, inclusive quero conversar com o pessoal lá para oferecer minha área como local de reintrodução. Eu gostaria de fazer o anilhamento, e documentar a soltura. Muitas vêzes tive que tirar beija-flores da minha casa. Tem uma área com telhas transparentes que confunde-os e eles ficam tentando sair pelo teto. Três vêzes fiqui parado, com o dedo esticado até os bichinhos se cansarem e pousarem. Aí foi só levá-los até a janela e oferecer uma água com açucar para se recuperarem. Nem sempre funciona, na maioria das vêzes, preciso capturá-los na mão, dá um medo enorme de machucá-los, mas tem que ser feito, senão morrem. Além de observar, fotogravar, filmar e gravar aves, eu as protejo de caçadores (já fui até ameaçado de morte) e resgato. Tenho trabalhado para educar as crianças da região a não caçar aves de maneira alguma, inclusive tenho um projeto para distribuir máquinas fotográficas entre elas para que se interessem em registrar a vida silvestre. Estou tentando conseguir verbas para realizar trabalhos nas escolas rurais da região envolvendo educação ambiental, agricultura orgânica e cursos de fotografia e informática. Só o conhecimento é que irá fazer de moleques com estilingues e arapucas em ambientalistas e/ou observadores de aves. Reprimir não resolve, só piora a situação.

ANTONIO MARCOS, 2009/08/10 08:51

Luiz, achei muito interessante essa sua observação, e acho que posso falar alguma coisa do ponto de vista dos habitantes do campo. Sou de familia interiorana, que vive até hoje de agricultura. meus ascendentes (pais, avós) tinham essa cultura de aprisionamento de aves, especialmente pássaros. Meu avo materno caçava. hoje minha mãe tem outra visão, totalmente diferente. eu e meus irmãos, por percepção própria, sem que ninguem nos dissesse de maneira direta, fomos entendendo gradativamente a necessidade de se manter as espécies em liberdade, e hoje meus irmãos que ainda vivem no campo (eu resido na cidade e sou advogado, mas estou sempre no sítio aos finais de semana) são capazes de arrumar encrenca se percebem a prsença de alguem interessado em capturar aves ou pescar de rede. um dos meus irmão gosta muito, inclusive, de destruir redes, quando as encontra no rio que corta a propriedade dele.

eu posso dizer que essa mudança de paradigma é real, sim. e digo mais: hoje, especialmente, essas populações que vivem no campo estão muito mais interessadas na preservação ambiental do que se possa imaginar. na verdade, os grandes inimigos do meio ambiente são os detentores do grande poderio econômico, que colocam seus lucros acima de tudo. mas a mídia nao leva em conta essa questão, e muitas vezes dá-se um jeitinho de colocar a culpa em quem mora “no mato”, caça um tatu ou uma capivara, ou pesca de vara, para nao passar fome!

Luiz Rondini, 2009/08/08 09:57

UMA MUDANÇA DE PARADIGMA?

Recentemente postei uma foto de curió. Essa foto envolveu uma circunstância que me chamou muito a atenção. A foto foi tirada nos arredores da Reserva Guainumbi. Estavamos de carro na estrada quando em um determinado ponto o Josiel observou o curió. O Josiel me disse mais ou menos o seguinte: esse curió é do fulano de tal que mora aqui. Fiquei intrigado com essa fala. “Como assim o curió é dele?” O Josiel me explicou que o curió havia aparecido por lá e esse rapaz havia adotado a ave, cevando e cuidando para que ninguém tentasse capturá-lo. De fato, quando paramos o carro, o rapaz logo apareceu para observar o que faziamos.

O que chama a atenção nesse caso é o fato de (aparentemente) não se tratar de um sitiante de veraneio (uma pessoa de classe média impregnada de valores politicamente corretos com relação ao meio ambiente), mas sim, de um morador da região, um sitiante comum.

É sabido que historicamente os habitos culturais das populações do campo implicam na captura e enclausuramento de aves, como aliás ainda se observa de maneira frequente por todo Brasil.

Por outro lado, o debate sobre a questão do meio ambiente tem avançado para uma reflexão que busca a participação (e não exclusão) das populações locais na idéia de conservação. Não é possivel construir um novo paradigma conservacionista excluindo as pessoas que viveram por gerações da extração dos recursos naturais, simplesmente privando abruptamente esses homens (sem apresentar alternativas)de recursos de sobrevivência e na contramão de valores culturais fortemente arraigados.

Assim, a questão da conservação, entre tantas outras coisas, parece estar se apresentando não pela construção de reservas intocadas que excluem deliberadamente as populações locais, mas exatamente pelo contrário.

Fiquei intrigado com a postura desse “homem do campo”, desse sitiante comum.

SERÁ QUE EFETIVAMENTE ESTAMOS VIVENDO UMA MUDANÇA DE PARADIGMA????

Luiz Rondini

Paulo Affonso, 2009/08/06 21:10

É inegável que nossas matas já comvivem com uma série de aves introduzidas que ja estão “naturalizadas” mas acho que as fotos nesses casos devem ter informações bem claras para que um desavisado não ache que se trata de uma espécie nativa. E também devemos ter cuidado de só acharmos que as “vilãs” sáo aves de outros países pois mesmo populações de aves nativas se introduzidas incorretamente ou sem a devida avaliação podem colocar em risco as espécies locais seja pela transmissão de patógenos, pela mistura de unidades evolutivas distintas que estão separadas por milhares de anos ou por competição ou predação. Só para lembrar disso, vejamos o caso do peixe tucunaré, predador da bacia amazônica e introduzido em quase todo o Brasil e responsável por grandes perdas da biodiversidade nessas outras bacias.

ANTONIO MARCOS, 2009/08/05 09:50

JÁ QUE ENTREI NO FÓRUM DE DISCUSSÃO, LA VAI MINHA OPINIÃO: AVES INTRODUZIDAS - ÓTIMO! TEMOS AVES “INVASORAS” NO SITE - PARDAL E POMBO DOMÉSTICO - E ACHO INTERESSANTE E MUITO VÁLIDO, UMA VEZ QUE JA INTEGRAM O BIOMA. AS INTRODUZIDAS DE UMA REGIÃO BRASILEIRA PARA OUTRA SAO PERFEITAMENTE ACEITAVEIS, E NAO ACHO NENHUM PROBLEMA. AVES EM CAITVEIRO - AÍ COMPLICA, POR QUE EXISTEM DIVERSAS MODALILDADES DE CATIVEIRO (SE EU USAR TERMOS TECNICAMENTE INCORRETOS, ME PERDOEM, EU SOU ADVOGADO, E NAO TENHO QUALQUER CONHECIMENTO TECNICO-CIENTÍFICO DE BIOLOGIA OU ORNITONOLGIA E A CLASSIFICAÇÃO QUE APRESENTAREI FUI EU MESMO QUEM CRIEI!): * - CATIVEIRO ILEGAL: ESPECIALMENTE QUANDO SE TRATAREM DE AVES MALTRATADAS E EM CONDICOES PRECÁRIAS, ACHO QUE SERIA LEGAL SE O SITE TIVESSE UMA SESSÃO DE DENÚNCIAS. ISSO CONDIZ PLENAMENTE COM O INTUITO PRESERVACIONISTA DO SITE. * - CATIVEIRO CIENTIFICO OU PARA FINS DE ESTUDO/PRESERVAÇÃO: POR QUE NAO UMA SEÇÃO ESPECIAL NO SITE NESSE SENTIDO, VISANDO ESPECIALMENTE INFORMAR OS PARTICIPANTES SOBRE INICIATIVAS DE PRESERVAÇÃO DE ESPÉCIES COM TABALHOS CIENTÍFICOS SÉRIOS DE REPRODUÇÃO EM CATIVEIRO, PRINCIPALMENTE EM SE TRANTANDO DE ESPÉCIES EM EXTINÇÃO? CREIO QUE A CONSTATAÇÃO DE EXISTÊNCIA DE PROJETOS SÉRIOS NESSE SENTIDO TRARIA ESPERANÇAS AOS QUE LUTAM EM FAVOR DA PRESERVAÇÃO DAS ESPECIES. * - CRIADORES COMERCIAIS: SOU CONTRA A POSTAGEM DE FOTOS - NAO CONDIZ COM OS OBJETIVOS DO SITE, INOBSTANTE NAO SEJA ABSOLUTAMENTE CONTRA A CRIACAO SÉRIA E RESPONSÁVEL DE AVES EM CATIVEIRO, AINDA QUE COM OBEJTIVOS COMERCIAIS.

ESPERO QUE MINHA OPINIÃO POSSA SER UTIL. GRATO A TODOS!

Walther Grube, 2009/07/29 01:13

Não há um tópico para denúncias, por isso estou postando essa horrível notícia aqui:

Muita maldade na matança de saíras, gaturamos e outros passarinhos em Joinville, na SERRA DO MAR - Pirabeiraba

http://ra-bugio.blogspot.com/

Instituto Rã-bugio para Conservação da Biodiversidade Jaraguá do Sul - SC http://www.ra-bugio.org.br/

Fiquei revoltado, enojado e com raiva por demais! Por favor visitem esse blog e leiam! Quem ama aves tem que ficar sabendo de até onde chega a crueldade do ser humano! O pessoal do Instituto Rã-bugio é dez e merece o apoio de todos que amam a natureza.

Paulo Guerra, 2009/05/21 21:06

desculpe a ocupação desse espaço, mas não podia de externar essas idéias.

Alguma coisa lembrando a crueldade tantálica

Muito me espantou o artigo “Crueldade Tantálica”, veiculado no site Criatório de Curió Jaú (http://www.curiojau.hpg.com.br/), pertencente ao senhor Antonio Russi, de autoria de Gilson Barbosa(Bahia). O espanto surgiu, não deveria, pois o referido autor em defesa do indefensável utilizou-se de sofismas pretensamente eruditos, de idéias circulares para justificar o amor que nutre aos pássaros. Amor esse que encarcera seu objeto de desejo, para tê-lo em seus cuidados, oferecendo guarida, alimento, água, pasmem espaço para se movimentar, livre de doenças e de seus predadores naturais. Um mundo asséptico, anti-natural.
Não poderíamos deixar de perceber que o autor seja um aficionado e partindo dessa situação faz uma representação descuidada sobre seu estado e grau de interesse. Talvez não sabia ou nunca pensou que existe dois conceitos embutidos nesta discussão: o que é natural e o que é cultural. O homem ao buscar sua emancipação produziu cultura e transformou o que é natural. Mesmo sendo homem natural, por oposição também tornou-se cultural. Ou seja, de sua natureza primeira, construiu, elaborou, teceu, permitiu que, da produção para sobrevivência surgissem tanto do meio natural, como da transformação do natural pela cultural. E dessa forma tornando-se afeiçoado e “avançando” em seu estágio cultural pode aprisionar a representação do natural, do simbólico da liberdade, e trazer para perto de si, para se sentir um pouco mais natural e um pouco mais liberto.
Não existe romantismo, nem amor desabusado, muito menos intocabilidade. Quem defende a liberdade das aves, dos animais, a defesa dos biomas, também pensa no uso sustentável dos recursos naturais. Enxerga que, somente poderemos viver com qualidade com a conservação do que resta e a recuperação daquilo que ainda é possível. A visão é que não pensemos somente no mundo natural e sim como interferimos com nossa cultura nesse mundo natural. Sem descuidarmos que neste processo, é a luta que os homens ensejam pela libertação do seu estado de desconhecimento, das amarras dos preconceitos. Mais ainda, que pensemos no avanço da interação socioambiental.
Outra idéia-força do artigo, é que não podemos humanizar em demasia as aves. Neste ponto concordamos, se não podemos humanizar, muito menos tornar as aves objetos, como enfeites ou apêndices. Uma ave não é um objeto animado, ocupa um lugar, em um certo tempo, distingui-se dos demais, se produz e reproduz, exerce um papel, tem uma função, faz parte de um todo, responde a estímulos, possui herança genética. Talvez a crueldade tantálica neste caso, seja ver e não enxergar e não permitir a expansão dos horizontes. Quando constatamos que existe a escassez ou até a inexistência de determinadas espécies em uma certa região. Não foi somente o tráfico ilegal de espécies silvestres que levou a este quadro e sim, também a caça e o aprisionamento irrefletido de supostos amantes dos pássaros. O que foi aprisionado em determinada época, deixou sua condição de espécie silvestre? Outra idéia que não se sustenta, a ave aprisionada por muito tempo, não desenvolve amor pela gaiola e por seu criador, é sim uma relação de dependência por aquele espaço circunscrito e pela regularidade de sua alimentação. Como diriam alguns amigos, elas não cantam, apenas lamentam.
Reiterando, a principal crueldade tantálica não é aquela cometida contra as aves, é aquela absurdamente reafirmada para si mesmo.

Luiz Rondini, 2009/05/12 13:09

Obrigado Thiago,

Suas questões foram bastante elucidativas. De fato corroboram com meus argumentos e também com o que disse o colega Wagner em outro momento do debate. Não se justifica o envio para esse site de uma foto de um tico-tico tirada com o recurso da rede de neblina. Para esses casos basta a audição e observação. Então, o recurso com rede de neblina (até que surjam novas formas de monitoramento e reconhecimento) deve ser usado com muito critério, como alias, imagino, já esta sendo feito.

Mas preste atenção Thiago, ainda que as questões que estamos discutindo aqui resvalem em métodos consagrados pela academia, nos não estamos num espaço acadêmico ( e insisto nesse ponto). No mais as regulamentações técnicas que você menciona são históricas, datadas. A ciência é (ou deveria ser) uma eterna construção que não se fecha em uma verdade absoluta. Uma permissão hoje pode ser uma interdição amanhã, um paradigma absolutamente consensual hoje pode ser condenado amanhã. A história das ciências esta recheada de exemplos nesse sentido.

No pequeno espaço desse site nos não vamos mudar os métodos acadêmicos, mas podemos dizer o que queremos ou não, o que achamos desejável ou não. Nesse sentido, creio, já temos um primeiro consenso. As fotos tiradas com esse recurso devem ter um status diferente das demais.

Sobre a questão da legalidade do uso de rede de neblina. Ótimo existe regulamentação. Porém, isso coloca uma nova questão para os moderadores desse site: antes de aceitarmos fotos tiradas com o procedimento de captura com rede de neblina devemos pedir e checar as devidas autorizações? Um abraço. Luiz Rondini

Thiago Laranjeiras, 2009/05/12 11:44

Olá Luiz. tentarei esclarecer algumas de suas dúvidas. Nem sempre é possível diagnosticar uma espécie num determinado local sem sua captura. Em áreas florestadas, cerca de 15 a 25% das espécies são registradas apenas através de sua captura nas redes. É muito pouco comparado ao número de espécies registrado em levantamentos auditivos-visuais (pelo menos 80%). Mas, sem dúvida, não podemos ignornar cerca de 20% da comunidade na hora de pensarmos em questões ecológicas ou de conservação. E acredito que esse número de espécies somente capturadas em redes seria maior se tivessemos tecnologias adaptadas mais utilizadas para captura de aves no dossel.

Então, para se fazer um bom levantamento a melhor escolha é o uso de diferentes técnicas simultaneamente. Nos levantamentos que fazemos temos cerca de 2 a 4 ornitólogos na equipe, que se dividem na aplicação dos diferentes métodos. Quanto à fotografia, para se ter uma noção, menos de 10% das espécies são registradas, mas é um número que vem aumentando.

Além disso, ainda não temos descritas toda a avifauna, sobretudo na Amazônia. Note que até hoje são descritas espécies novas em São Paulo. Imagina no interflúvio Xingu-Iriri (no Pará) ou no Madeira-Purus (no Amazonas). Não sabemos se um canto que ouvimos na Serra do Aracá é da mesma espécie que um que ouvimos no Monte Roraima. Sem esses bichos na mão, jamais saberemos.

E é assim, com base nesses procedimentos, que foram descritas as espécies que todos podemos ver bem ilustradas nos guias e nos livros ornitológicos. Sem falar que nos livros referências da avifauna não são fotografias que ilustram as características das espécies, mas sim desenhos técnicos, que só puderam ser feitos, em sua maioria, com os bichos “na mão”.

Note, por favor, que essa discussão não é recente, e tecnicamente já está bem resolvida. Procure pelo assunto no ornitoBR, por exemplo, ou mesmo no google. E voltando à questão das fotos de aves capturadas, reafirmo que é chato pra um site que é tão atrante por ter fotos, de alta qualidade, dos bichos em liberdade, em seu comportamento natural e em seu habitat. Somente é chato e, falo isso, sem que tenha nada a ver com a invasão ou a intromissão na vida das aves. Se fosse pra ser isso, mesmo o flash, por exemplo, ou a presença de seres estranhos, nós, na “casa” desses bichos, seria motivo.

Quanto à sua última questão, sim. Existe um impedimento legal. Para se ter redes de neblina, bem como usar anilhas e fazer capturas e coletas você precisa de autorização do SISBIO (IBAMA/Instituto Chico Mendes) e licença de anilhador (CEMAVE). Nenhum leigo pode capturar aves sem licença, assim como nenhum pesquisador/acadêmico. Quem o faz sem licença faz contra a lei. Visite http://www.ibama.gov.br/sisbio/ que você terá mais detalhes. Note na IN_154 de 2007 quais as leis que regulamentam essas atividades.

Espero ter ajudado, abrs Thiago

Luiz Rondini, 2009/05/12 09:59

Olá colegas do site. Antes de mais nada, quero dizer que as questões que apresento nesta discussão são de ordem geral e não se limitam apenas a questões pontuais, ainda que especificamente o debate diga respeito ao desenvolvimento desse site. Me empenho nela, no entanto, por que acredito que este debate transcende os limites desse site. Acredito em um debate em alto nível que possa ajudar esse site a ser um exemplo para todos que utilizam e venham a utilizar as informações que aqui dispomos.

Não falo em nome da verdade, nem tenho certeza. Como diz um autor que aprecio (Zygmunt Bauman), nenhuma guerra foi feita em torno das dúvidas. As guerras foram feitas exatamente sobre a certeza do Deus único, da Verdade única e definitiva.

Não vou entrar no mérito do procedimento do uso de rede de neblina fora dos limites desse site. Ainda que tenha uma opinião restritiva sobre este procedimento.

A primeira questão que gostaria de colocar é sobre o mapa de distribuição das espécies. Começo então com uma pergunta: para diagnosticar uma espécie em um determinado território é preciso capturar os indivíduos? Se a resposta for não, como imagino, então minha argumentação anterior não esta equivocada, ao dizer que existem formas menos invasivas (do que a captura) de construção de mapas de ocorrência. A apresentação nesse site de fotos tiradas a partir da coleta das espécies, método que pode causar danos aos indivíduos, só se justifica sob a apresentação de um dado absolutamente significativo.

A questão subseqüente é sobre o valor da vida. Por que deveríamos achar que a morte de uma ave é menos importante? Dizer que existe uma espécie em uma determinada região justifica a intromissão deliberada ou mesmo a morte de um individuo?

Caros colegas, precisamos tomar cuidado com os argumentos que justificam certos procedimentos em prol do conhecimento. O conhecimento não pode ser construído a qualquer custo. Lembremos dos cientistas que no passado justificavam as experiências em humanos (nazismo, por exemplo) em prol do avanço da ciência e da “humanidade”.

Existe ainda outros pontos que gostaria de tratar, mas gostaria de ouvir os demais colegas. Para encerrar essa minha momentânea intervenção, gostaria de fazer uma pergunta aos colegas sobre uma questão que desconheço. Existe impedimento legal (gostaria de frisar o “legal”) para um leigo de fazer coleta de aves a partir de rede de neblina? Imagino que exista impedimento ético, mas não é disso que estou falando. Um leigo, na ânsia de obter uma foto inédita de uma espécie pode usar desse recurso?

Um abraço para todos. Luiz Rondini

PS. Caro Reinaldo, repare como o rapaz com o beija-flor segura a ave de maneira inapropriada. Apenas em hipótese e apesar das boas intenções, é possível que o maior dano maior a ave tenha sido causado depois do choque.

Reinaldo Guedes, 2009/05/11 19:09

Senhores,

Me desculpem por ainda não ter participado do debate, eu não estava monitorando este tópico. Li todas as mensagens e entendo a posição de cada um. Se o WikiAves fosse feito apenas para biólogos, observadores ou estudantes, este debate não existiria, mas o site foi feito para todos e todos juntos conseguimos em pouco mais de 4 meses formar um incrível acervo das mais belas aves do mundo. O WikiAves ainda não está pronto, aliás o mais legal do WikiAves é que ele nunca vai ficar pronto, ele se transforma todos os dias e suas regras podem mudar, porque não? As fotos de aves em cativeiro motivaram a abertura deste tópico, que foi o primeiro tópico do fórum do WikiAves. Não existia nenhuma regra que impedisse o envio dessas fotos e agora ela está no item 7.8 do termo de uso. Sobre as fotos na mão, concordo Thiago, é chato! Também não é estético, as fotos de aves em cativeiro costumam ser lindas e não são aceitas, porque aceitar fotos tiradas na mão? A resposta é: Porque elas carregam a evidência, a prova do que os livros dizem! Essas ocorrências são usadas por autores para montarem os mapas de ocorrência em seus livros, porque o WikiAves não pode usa-las? Porque não são estéticas? Isso não é problema, já foi discutida a criação de uma atributo nas fotos chamado “Imprópria para Wiki”. Este atributo faria estas fotos não serem avaliadas e não aparecerem nas páginas Wiki, pois as páginas wiki são a janela do WikiAves para o mundos, por elas que os estudantes e internautas em geral chegam até este site.
Gostaria de colocar um exemplo aqui que é bem intressante, vejam a galeria de fotos da seguinte página: beija-flor-tesoura-verde. A foto que está lá não é de biólogo, não é de ave cativa, domesticada ou capturada em rede de neblina, e ainda é ecologicamente correta. O que fazer?

SERGIO LEAL, 2009/05/11 15:16

Bastante pertinente e racional a colocação do Thiago, acredito que o ideal seria uma classificação para esse tipo de fotografia, pois são dados que podem contribuir com diversos trabalhos Brasil a fora, deixá-las de lado seria um erro. Enquanto se decide o futuro dessas fotos, vou postando as que tiver (na mão ou em liberdade). Ache ruim quem quiser…rsrsrsrsrs!!!

Abraço!

Thiago Laranjeiras, 2009/05/11 15:01

Prezados, gostaria de clarificar alguns pontos, que ao meu ver, no meu comentário anterior ficaram confusos. Não sou contra nenhum procedimento científico em estudos com aves, incluindo a coleta de exemplares, muito pelo contrário. Sou biólogo, ornitólogo, gosto de estar no mato, passarinhar e muito do que eu faço tem a ver com conservação. Como o Wagner bem disse não conheço pesquisador (biologo, ornitológo, zoologo) que não seja apreciador da natureza. Mas, como havia dito, não gostaria de entrar nessa discussão. E dentro desse contexto, concordo com a exposição do Wagner. Uma das minhas atividades é exatamente a participação em expedições para coleta de aves e a maioria das fotos das aves que postei aqui foram tiradas durante essas expedições.

Também tenho um acervo de fotos de aves capturadas durante essas expedições, sendo muitas de espécies que o site ainda não tem informação alguma. Mesmo assim, não acredito que seria atraente para o site. Na verdade, pra mim é chato. É como ir pro pantanal e fotografar animais no zoológico da cidade. Acredito que o grande destaque do site é exatamente as fotos dos bichos em seu habitat natural e, quando possível, com qualidade profissional. E por isso, acho que tem recebido muita atenção e hoje conta com quase 600 usuários. Se o site fosse de fotos de bichos na mão ou de bichos fotografados dentro de barracas ou cativeiro, acredito eu que não seria tão atraente como é para tantas pessoas com interesses diversos.

Paralelamente, percebo a busca por uma caráter mais científico pro site. O que acho muito bom. Não que o científico seja o dono da verdade, mas sim pelo auto-questionamento e a busca por respostas e alternativas possíveis à um mesmo fato. Nesse contexto, agora, com a exposição do Wagner e do Sérgio, vejo a utilidade dessas fotos. Embora, ainda acho que esse não é o “tchãn” do site. Não acho que fotos de bichos na mão sejam comparáveis com fotos dos bichos em sua posição e comportamento em liberdade. Então, se é pra postar fotos de bichos capturados, que se crie a sugerida categorização. Parece conveniente.

Por fim, só gostaria de dizer que não é exatamente vaidade, mas sim que o site dá ênfase adequada à qualidade técnica das fotos. É por isso que existe o sistema de avaliação (e de escolha pela representatividade nas páginas wiki) e de comentários (que em sua maioria são elogios à qualidade da foto/registro). É por essa ênfase, por mais esse motivo, que o site é tão atraente.

Do mesmo modo, acho que não seja vaidade, a busca pelo reconhecimento do trabalho. É por isso que as fotos tem autoria. E no mesmo sentido, há os concursos, sejam locais ou nacionais, que visam não à competição, mas a busca pelo aumento da qualidade técnica das fotos das aves brasileiras. Boa parte das fotos premiados foram feitas por usuários do site.

Sem mais, por enquanto, abraços

Wagner Nogueira, 2009/05/10 22:09

Justamente como o Sérgio citou, não existem atividades cientificas com esse tipo de finalidade, capturar para registrar visualmente. A questão é que as atividades cientificas tem como parte integrante do processo a documentação dos procedimentos e registros fotográficos. Por motivos óbvios eu diria, uma coisa é ler em parágrafos de livros e artigos a descrição puramente abstrata (apesar de serem muito bem feitas na maioria dos casos, continua sendo abstrata) de como a ave é e outra é fazer o mesmo casando o texto com fotos ilustrativas para tais caracteres.

Outro assunto abordado, prepotencia da espécie humana ao subjulgar as demais formas de vida segundo sua vontade.

Não quero parecer agressivo de forma alguma, até porque temos muito pouco estimulo para parar e refletir sobre esse ponto de vista (no caso, o que vou expor a seguir), mas vamos lá.

A imensa maioria de nós esquece que tudo que chega até nós (falo de bens materiais), digo absolutamente TUDO tem sua parcela de culpa nos impactos e intervenções que tanto nos orgulhamos em repudiar. Computadores, câmeras fotográficas, carros, combustiveis, alimento, roupas, todos eles tem sua origem na mineiração, na agropecuária, na silvicultura (ou extração ilegal, nem sempre sabemos a procedência) e outras atividades tão ou mais impactantes. Mas ainda assim é comum que nos sintamos revoltados ao ver um pesquisador que necessita sacrificar alguns exemplares de determinada espécie para PESQUISA EM PROL DA CONSERVAÇÃO. Minutos depois tomamos uma coca cola, desperdiçamos comida e água, trocamos o carro 1.0 por um mais potente, trocamos o PC obsoleto por um mais atualizado e infinitas outras pequenas ações que nem nos damos conta estarem contribuindo MUITO para uma devastação infinitamente maior do que a que supomos estar aquele homem causando.

Digo mais, ainda que idéias mirabolantes possam passar na cabeça de qualquer um de nós, não conheço nenhum pesquisador (sim, desses que são a favor e praticam a coleta científica QUANDO necessário) que não seja um apaixonado pela natureza e não pratique seu trabalho em prol da conservação.

Voltando ao assunto principal da discussão, essas contribuições científicas ao meu ver, só vem para agregar ao acervo do Wikiaves. A mentalidade das pessoas que se propuserem a deposita-las aqui com certeza é de colaborar, creio que elas estarão preocupadas com a qualidade das informações que elas estão disponibilizando e não com os possiveis “status” que isso possa gerar a elas, até porque, qualquer pessoa com bom senso sabe que não existe beleza cênica em uma imagem de uma ave na mão.

Mas acredito que elas se sentiriam desconfortaveis ao perceber certa repudia por parte da comunidade, sendo que elas, assim como eu, dedicam boa parte de suas vidas a elucidar questões do nosso meio ambiente, tendo como principal finalidade, promover sua conservação.

Tenho plena consciência que o Wikiaves não é um site extritamente científico, mas creio que também não tenha cunho exclusivamente artistico, penso que o ideal seria o casamento harmônico de ambos.

Abraços a todos.

SERGIO LEAL, 2009/05/10 21:43

Carissimo, ninguém captura apenas para fotografar, apenas existe um banco de dados que pode servir para enriquecer as informações do site. Eu não acho que devam ser esquecidas só por vaidade de alguns que querem postar fotos inéditas, ou qualquer que seja a vaidade. Outra coisa é a respeito da ocorrência, se existe uma “distribuição geográfica”, nada mais justo que termos a informação correta, ou então é melhor não ter essa sessão, pois o site é aberto ao público geral, isso engloba estudantes de todos os niveis que estão coletando informações erradas aqui no Wikiaves. Isso é uma responsabilidade muito grande para quem usa o slongan “A Enciclopédia das Aves do Brasil”. É por isso que não é tão simples dizer: “Se a questão é tão somente saber sobre a ocorrência de uma espécie em uma determinada região há inumeros levantamentos feitos e disponiveis na internet…” Sérgio Leal

Luiz Rondini, 2009/05/10 10:20

Mais uma questão. Eu entendo que o mapa de distribuição das espécies não é justificativa suficiente para a foto feita com captura de rede de neblina. Se a questão é tão somente saber sobre a ocorrência de uma espécie em uma determinada região há inumeros levantamentos feitos e disponiveis na internet com procedimentos muito menos invasivos do que a captura da ave. Luiz Rondini

SERGIO LEAL, 2009/05/10 11:07

Parabéns Luiz, ótima sugestão. Saliento, portanto, que a fotografia de campo faz parte do processo de identificação da ave, ela não é tirada por vaidade para expor em qualquer lugar. A exemplo do que faço, algumas fotos só são postadas para complementar a informação que o WIKIAVES dispõe sobre a distribuição geográfica de aves no país. Já não concordo quando alguém fotografa um Tangara Fastuosa em São Paulo e apareça no Wikiaves como área de distribuição da espécie, todos sabem que sua distribuição é restrita à Alagoas, Pernambuco e Paraíba. Essa é outra questão que deve ser avaliada por todos, pois, se comparada à questão do “bicho” na mão, é mais grave, porque o animal está totalmente fora de seu habitat, além de que foi fruto de uma criação ilegal ou simplesmente solto sem critério por policia ambiental, Ibama etc.

Voltando ao assunto, quando me cadastrei no site, percebi que quase não tinha fotos de aves em Alagoas, então pensei em contribuir e estimular outras pessoas daqui a fazer o mesmo, infelizmente a ornitologia no Estado ainda está começando, então as oportunidades de vermos aqui aves que ocorrem em Alagoas é remota, no entanto sempre achei que poderiamos contribuir aproveitando as fotos dos trabalhos, isso é apenas para termos uma referência de distribuição e nada mais, não coloco mais de uma foto de aves nessas condições, pois sei que existe uma avaliação e pontuação. Não estou aqui para competir, apenas para contribuir.

Esse é um espaço democrático, não pretendo ferir nem denegrir ninguém, apenas gostaria de contribuir para uma solução desses impasses. Defendo a utilização das fotos, mas com consciência, se for necessário criar categorias, que se faça, mas não desprezem as fotos da “polêmica”.

Abraço!

Luiz Rondini, 2009/05/10 09:03

Olá colegas, No sentido de contribuir para as discussões que o site promove gostaria de acrescentar mais uma ou duas coisas sobre fotos tiradas a partir do procedimento de captura com rede de neblina. A primeira questão não é o ponto central do debate mas pode nos ajudar a pensar a questão. Está em andamento um debate internacional sobre as pesquisas que sacrificam animais. Alguns pensadores tem colocado a questão sobre o valor relativo a vida. A questão central é sobre a prepotência da espécie humana em subjulgar todas as outras formas de vida (se alguém tiver interesse posso apresentar bibliografia a respeito do tema). É claro que eu sei que a questão sobre captura com rede de neblina não significa necessariamente na morte dos animais, porém significa uma forte interferência na vida dos indivíduos capturados. Creio que todos estão de acordo que o procedimento com play back se não usado com parcimonia pode interferir, por exemplo, no acasalamento e reprodução de algumas espécies. Creio que a questão da captura com rede de neblina deve ser pensada desse ponto de vista. O anseio em tirar uma foto justifica uma interferência danosa ao indivíduo e a espécie? A questão, no meu entender, é sobre o que justifica uma foto feita a partir do procedimento de captura com rede de neblina. Seria a divulgação científica? Em alguns casos (como desse site que não é acadêmico)não seria justamente a vaidade do “pesquisador” em divulgar uma espécie para um publico mais amplo? Este é um site vibrante que pode e deve ser usado como objeto de consulta, inclusive pelos acadêmicos. Porém, a vitalidade do site está justamente em não ser acadêmico e poder com isso agregar uma série de valores e conhecimentos que a própria academia em sua arrogância (como dona da verdade)resiste em aceitar. É muito interessante e desejável que trabalhos científicos ultrapassem os muros da academia para atender interesses sociais. Nesse sentido talvez tenhamos que pensar na proposta já esboçada por alguns companheiros de acrescentar tópicos a parte sobre trabalhos cietíficos. Em minha opinião, a foto tirada com o procedimento de captura com rede de neblina deve ter um status diferente das demais fotos por que é empobrecedora do ponto de vista da fotografia de aves. Deve também vir com a explicação que justifique o procedimento como algo que realmente vai agregar uma informação relevante. Um abraço. Luiz Rondini

SERGIO LEAL, 2009/05/09 16:09

Pessoal, todos querem registrar a ave em liberdade, mas, em alguns casos, isso só é possível quando a ave for capturada. Não falo de capturar só para fotografar, ou tirar de uma gaiola e fotografar, depois colocar de volta na gaiola. Bom, se for pra desconfiar das postagens, é melhor nem participar mais do WIKIAVES. Sei que tem gente que fotografa e diz que a ave é do lugar que lhe convem, mas a foto em liberdade também não garante a procedência da ave, temos que correr o risco e deixar que cada um aja de acordo com sua consciência, pois esperamos que tenha ética e transparência nas informações. Vale salientar que algumas espécies tem comportamento distintos de acordo com a região e isso reflete nas oportunidades que cada membro terá para registrá-las. O WIKIAVES deve ser visto como uma ferramenta importante para a preservação de nossa AVIFAUNA, as pessoas devem deixar de lago o orgulho e o exibicionismo, ninguém tirara mérito de ninguém porque fotografou uma ave segurando-a, as pessoas deveriam se preocupar em levantamentos de dados e não em qual a melhor foto, quem registrou primeiro etc, isso deve ser apenas uma consequência do seu trabalho. Não tenho nada contra quem quer ser o “melhor”, mas daí a criticar as fotos de aves em trabalhos científicos, isso eu não concordo. Achei bastante pertinente a visão do Wagner, já pensou alguém capturar um Mitu mitu e não postar a foto aqui só porque ninguém quer aceitar as fotos de animais capturados (com fins de pesquisa) ou porque alguém queria registrar o M. mitu na natureza e depois de muitos anos de espera ainda não conseguiu? Realmente, o Wikiaves não teria nenhuma validade se não pudessemos compartilhar uma informação (imagem) como essa.

Sds,

Sérgio Leal

Luiz Rondini, 2009/04/21 17:56

Gostei muito do comentário feito pelo colega Thiago Laranjeiras. Creio que seja valido o procedimento de pesquisa com rede de neblina. Porém, esse site não é só para ornitologos, é também para amantes de fotografia de aves e esse procedimento de foto na mão tira o ineditismo e, de certa forma, desqualifica o trabalho de anos que alguns tem para conseguir uma foto em natureza.

Wagner Alves, 2009/05/05 20:55

Thiago, só tenho uma consideração a ser feita.

Existem pessoas que utilizam esses sites como banco de dados para consulta, por exemplo. Fulano fotografou na BA um Hylopholus amaurocephalus com íris castanha, caracteristica comum nas populações nordestinas da espécie, mas que MUITA gente do sudeste desconhece. Suponhamos que o Wikiaves ainda não tivesse uma fotografia de H. amaurocephalus com íris castanha, e eu capturasse um individuo com esse fenótipo durante um trabalho de monitoramento na BA.

A meu ver, seria extremamente válido compartilhar essa foto com os demais companheiros, ilustrando uma caracteristica importante e pouco conhecida de uma de nossas aves. O mesmo para fotos que ilustram caracteres disgnósticos de espécies de dificil diferenciação, como alguns Thamnophilus, Elaenias e afins.

Eu sei que no ambito “fotografia” são registros estéreis, mas na vertente científica, que acredito ser também presente no site, são registros valiosos.

Mas obviamente, fazer um trabalho com redes em MG e postar fotos de um tico-tico na mão, foto essa sem nenhum “proposito maior”, que em nada vai acrescentar artistica ou cientificamente, não é válido.

Acredito que ser ponderados seria o mais aconselhavel.

Abraços a todos.

Thiago Laranjeiras, 2009/04/21 14:02

Prezados colegas, não concordo com a postagem de fotos de aves capturadas com redes de neblina. Boa parte das espécies de sub-bosque são melhor ouvidas ou capturadas em redes, do que vistas. A fotografia do bicho na mão, ao meu ver, é muito chata. Isso principalmente quando é de uma espécie que o site ainda não tem fotos. Perde completamente a graça do primeiro registro. Não há comportamento, não há habitat. E ainda há uma mão. Com um bicho na mão, qualquer um pode tirar uma boa foto. Não evidencia a perspicácia e capacidades do fotógrafo e nem da máquina. O mesmo que acredito para aves em cativeiro ou em semi-liberdade. Há várias fotos que mostram evidentemente que o bicho não é capaz de voar e está ali paradão pra qualquer um tirar foto. É chato. Não entrarei na utilidade para pesquisas ou para o mapa de distribuição. Ao meu ver, fotografia de bicho na mão, em cativeiro ou em semi-liberdade não combina com Fotografia de Aves na Natureza e com o que eu acredito que seja o site. Fotografar bichos nz mão não é fotografia da natureza, é um procedimento técnico básico em estudos científicos com aves. Incluir essas fotos no conteúdo do site é reinventar a roda. É só minha opinião. Abs

Leandro Hartmann, 2009/04/20 22:58

Bom, o que me atraiu para este site além das belas imagens foi a organização e principalmente o mapa de ocorrência.

Eu sugiro que as aves fotografadas em cativeiro tenham uma marcação diferente no mapa, assim como um ranking para sua categoria. Por exemplo: poderiam aparecer pontos amarelos para as fotografias de aves cativas e manter os pontos vermelhos para as aves em liberdade. Assim poderíamos saber onde encontrá-las, em cativeiro ou não. Poderia também se ter a opção de ocultar essa marcação como a do bioma.

Apesar de preferir as fotos das aves em liberdade pela dificuldade maior em tirá-las e da natureza do momento, acho que as fotos das aves em cativeiro válidas. Então o site poderia conter uma categoria especial para esse tipo de foto, tanto que sabemos que a Cyanopsitta spixii é considerada extinta na natureza por alguns órgãos.

Francisco Neto, 2009/03/17 08:25
Reinaldo Guedes, 2009/03/02 21:19

Francisco, entendo a sua opinião e dos outros colaboradores. Tem sido complicado pra mim e para os outros moderadores controlar esta situação. As vezes fico com pena de bloquear algumas fotos, principalmente quando não está evidente que a ave está em cativeiro, mas existe uma questão além que é o mérito da foto. Como o site busca privilegiar as fotos com melhor qualidade, colocando-as nas páginas wiki, não seria justo o observador de campo competir com fotos das aves em cativeiro, tiradas a menos de 1 metro. Esta questão vem logo após a ética/legalidade e a fidelidade do mapa de ocorrências. Eu mesmo tenho fotos de aves em cativeiro, são as melhores que tenho, mas não as coloco no site por este motivos. No início não existia nada no termo de uso mas foi necessário tomarmos um posicionamento e foi esse.

Francisco Neto, 2009/03/02 18:32

Olá Reinaldo, com relação à foto do Pionus maximiliani, concordo com você. Não achei que a inclusão desta imagem comprometeria a situação do mapa de distribuição geográfica da espécie no site, uma vez que não tenho dúvidas de que ela ocorre na região, já que fiz o levantamento da avifauna para o Plano de Manejo do Parque. Foi a única oportunidade que tive de fotografar a espécie e posso lhe assegurar que foi capturada no local. Além do mais e a imagem não faz alusão alguma a cativeiro (o que me motivou mais a sua inclusão). O bicho foi fotografado “livre” no galho de uma árvore (eu poderia, inclusive, ter dito a você que não foi em cativeiro, você nunca ia saber, mas preferi ser honesto). Sou contra a inclusão de aves em cativeiro desde que fique óbvia essa situação e, principalmente, se a pessoa não tem certeza da procedência do animal. Porém se a regra do site é clara quanto a não inclusão de animais em cativeiro, retiro a imagem sem problemas, mesmo sabendo que é um exemplar legítimo do Parque Sete Passagens.

Reinaldo Guedes, 2009/02/11 18:15

Se a ave foi capturada para fins de estudo no seu habitat, deve-se considerar o registro, o pontinho no mapa é uma informação válida e a foto é a prova da ocorrência. A foto raramente fica boa pois não mostra a ave toda, ela está assustada e geralmente aparece a mão de alguém, mas o sistema de avaliação do WikiAves se encarrega de levar estas fotos para o final da lista e de tirá-las das páginas wiki. Este tipo de registro é válido, o que não vale é registrar ocorrências de aves onde elas não existem em liberdade.

Flavio Garcia, 2009/02/11 17:32

Interessante a questão levantada pelo Marcelo… Na minha opinião, apesar de não ser um apreciador desse tipo de foto (normalmente, não fica legal, pois a ave está assustada e fora de seu padrão de comportamento), acho que a postagem é válida… afinal, a ave é livre. Ela apenas tem sua liberdade ceifada por alguns minutos e com fins louváveis (estudo)… Mas gostaria de ver a opinião dos demais membros. Abraços!

Marcelo R.Guainumbi, 2009/02/11 16:20

Caros,

Devemos aceitar aves pegas em redes de neblina e fotografadas na mão? Elas são daquele habitat realmente, mas foram capturadas e podem ter sido soltas ou coletadas para museus e trabalhos…. E agora José???

Silvio Rosatti, 2009/02/10 21:51

Eu enviei para o site duas fotos de aves em cativeiro do Parque Ecológico de São Carlos, uma foto de uma marianinha de cabeça amarela e outra de uma araracanga, aves que não teria o prazer de fotografar em liberdade na minha região. No meu comentário especifiquei que eram aves de cativeiro e que gostaria de compartilhar com vocês a beleza dessas aves. Em primeiro lugar acho que uma ave mantida em cativeiro em um parque ecológico ou zoo que tem várias funções, inclusives educativas e reprodutivas.Discordo que essas fotos devam ser ” marginalizadas”. Elas devem ser melhor identificadas. Estou retirando essas fotos do site e aguardando um espaço” marginalizado” para mostrar para vocês a beleza de uma ave que muita gente nem sequer conhece.

Jaelson Castro, 2009/02/10 21:51

Concordo com todos: o wikiaves não deve tolerar fotos de aves cativas!

Abraços!

Marco Barbosa, 2009/02/07 08:39

Bem, não crio nem nunca criei ave em cativeiro, simplesmente, porque não gosto de criar bicho nenhum. Não sou contra as fotos de aves em cativeiro e acho que quem fotografa deveria ter a oportunidade de fotografar detalhes de descrição que jamais fotografariam em campo. Já vi umas fotos de carcará no site que sinto até inveja porque aqui onde moro nunca consegui chegar a menos de 200 metro de um deles, são muito ariscos. Se tivesse um caracrá em cativeiro aqui na minha região fotografaria para obter uma imagens com detalhes dele. Entretanto, sou da opinião do Reinaldo que estas fotos deveriam ser “marginalizadas”, ou melhor dizendo identificadas, para não desmotivar os fotógrafos de campo e nem atrapalhar o mapa de ocorrências, pois acho que este site pode contribuir muito com pesquisadores de aves. É melhor admitir estas fotos do que elas serem introduzidas no site sem nosso conhecimento.

Junio Peixoto, 2009/02/03 15:55

HEEEEEHEhehheheh isso que e discussão boa, quero opna tbm como observador que hj sou mas tbm como quem ja criou aves em cativeiros. Como ex-criador o que me levou a abandonar foi o alo indice de mal caratismo das pessoas, capazes de comprar um curió recém capturado e coloca-lo e uma mini gaiola para amassar coloca uma anilha a força e vender apos alguns meses por uma fortuna e dizer que foi nascido em cativeiro, mas por outro lado tbm não somos capazes hj de prover locais para que nossos cuios, bicudos e outros que estão ameaçados de extinção vivam em tranquilidade, e onde senão fossem os criadores serios já nem em gaiolas estariamos vendo mais. Mas fica uma indagação, quem cria em cativeiros são muitos bem organizados com clubes, associações, encontros, campeonatos , etc, e eu onde moro pocuro alguem para fotografar sair convesar e não encontro, pra gente divulgar este nosso hobby não teriamos de ser mais unidos? Pois em uma simpes busca na internet vc encontra varias associaçoes brigando pelo direio deles de criar ( www.cobrap.org.br) de uma olhada nesta pagina com e organizada e briga pelo direito de criar. Então vamos nos organizar e brigar pelo nosso direito de fotografar e ver nossas aves soltas. Desculpe por sair um pouco so assunto. Abraços a todos.

Evandro Pereira, 2009/01/31 15:48

Apesar de ser contra aves em cativeiro, concordo com a primeira postagem que fala sobre criar uma opção semelhante a “FORA DO BRASIL”, a qual não entraria no mapa de ocorrência e nem do ranking de melhores fotos. Porém, visto que os objetivos do site, além de obter registros e insentivar a observaçao de aves, é ir contra aves em cativeiro, é de grande valia essa atitude como protesto.

Gustavo Magnago, 2009/01/29 14:21

Ok Reinaldo, Farei o que vc sugeriu quanto a informar a situação da ave na foto. Apenas uma correção.

"Que são as aves “livres” porém em situação de dependência
como as araras que você citou."

As que eu disse terem sido introduzidas, se adaptaram bem e já estão em situação de independência.

Abraços!

Reinaldo Guedes, 2009/01/29 11:36

Gustavo, são situações um pouco mais complexas, acho que se estão em liberdade e reproduzindo, devem ser aceitas e a condição delas deve ser informada na observação da foto. Talvez a palavra introduzidas deva ser substituída por domesticadas no termo de uso. Que são as aves “livres” porém em situação de dependência como as araras que você citou.

Flavio Garcia, 2009/01/29 10:20

Gustavo… na minha opinião pessoal, nos dois casos citados as fotos são válidas para o site. Ora, introduzidas ou reintroduzidas, as araras estão em liberdade.

Na dúvida, sou da opinião que deve prevalecer o bom senso, sempre.

Abraços!

Gustavo Magnago, 2009/01/28 21:40

Queria aproveitar esse tópico para expor duas situações que ocorrem no ES e pedir a opnião dos colegas. Acho que elas podem ajudar a definirmos algumas regras para o site.

1º - Há alguns anos, 3 araras-canindé foram soltas em Vitória por um morador. Atualmente esses indivíduos não permitem qualquer aproximação humana, dormem em palmeiras de uma praça pública e se alimentam com o que encontram na região sem precisar que alguém os alimentem. Parecem muito bem adaptadas à selva de pedra. É comum ver esses bichos passarem voando e gritando pelo centro da cidade. Em outubro/2008 vi um indivíduo entrando e saindo de um buraco feito em um barranco. Talvez até tenham feito um ninho. Minha pergunta é a seguinte: fotos dessas aves podem ser postadas no WIKIAVES? É claro que para mim tanto faz postar ou não essas fotos, mas acho que esse é um bom exemplo de ave “introduzida” para discutirmos aqui.

2° - Na Flona do Rio Preto, que fica em Conceição da Barra, foram “reintroduzidos” vários indivíduos de arara-vermelha-grande. Alguns não se adaptaram à soltura e não saem de perto dos comedouros, mas outros estão muito bem adaptados, independentes e ariscos. Quando visitei o entorno da FLONA pude ver esses bichos voando e até fiz algumas fotos. Novamente faço a pergunta: fotos dessas aves podem ser postadas no WIKIAVES?

No primeiro caso introduzidas e no segundo reintroduzidas. O que fazer? rs

Abraços!

Flavio Garcia, 2009/01/27 17:05

Sou desfavorável à manutenção no site de aves em cativeiro ou domesticadas. Não por considerar que toda privação de liberdade acarreta prejuízos às espécies. Os bons e sérios zoológicos e alguns praticantes de falcoaria, a meu ver, até estimulam a preservação das aves na natureza, conscientizando a população. Eu mesmo não me canso de visitar o ZOO de SP e fotografar exaustivamente as Harpias, aves que infelizmente tenho pouca expectativa de registrar na natureza, ainda mais no sudeste brasileiro. Mas é inegável, que fotografar uma ave em liberdade vai muito além de obter uma simples “foto bonita”. É registrar biológica e historicamente! É participar ativamente da luta pela preservação da natureza. Além disso, um dos diferenciais mais interessantes deste site é justamente o registro das ocorrências no território brasileiro. Se for liberada a postagem de aves em cativeiro, a cidade de São Paulo será “brindada” com Harpias, Gaviões de Penacho e até pinguins. Não tem sentido. Com relação às introduzidas (pardal, bico de lacre, etc…) acho que devem permanecer, uma vez que ainda que forçosamente, passaram a integrar o bioma local. É como penso. Mas me curvo à opinião da maioria, seja ela qual for. Abraços!

J.Augusto Alves, 2009/01/26 15:50

Sou contra a postagem de imagens de aves em cativeiro. O site poderia (na minha opinião)aceitar, desde que seja uma espécie já extinta na natureza, como uma forma de ilustração e, principalmente de alerta, para que isso não venha acontecer com outras espécies. Ao aceitar esse segmento de foto não vejo mais como contribuir com o WikiAves. Abraço


 
wikiaves/discussao/aves_em_cativeiro.txt · Last modified: 2009/05/30 15:07 (external edit)